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  • Karoline Hoffmann

O outro lado do play-to-earn




Em dezembro, falamos aqui sobre um novo modelo de jogo que, em oposição ao pay-to-win, tem ganhado cada vez mais espaço no mundo dos games: o play-to-earn.


Abordamos, inclusive, a revolução iniciada pela tecnologia – e especificamente pelo jogo Axie Infinity – em comunidades pobres das Filipinas.


Entretanto, nem tudo são flores. Como quase tudo na vida, há um lado negativo nessa tecnologia. Esse tipo de jogo, por ainda ser muito novo e não possuir nenhum tipo de regulamentação, deixa muitas brechas e abre portas para um mercado informal e sem lei, que aumenta a precarização do trabalho.


Além disso, há quem compare a tecnologia aos famosos (e polêmicos) esquemas de pirâmide, visto que, ainda que o player ganhe dinheiro por jogar, ele normalmente precisa fazer um investimento inicial – e esse investimento nem sempre é recuperado, deixando muitos jogadores pelo caminho, com ‘as mãos abanando’.


Num mercado complexo e ainda muito novo, é difícil traçar os destinos dessa modalidade. Também é difícil precisar se ele possui mais vantagens ou desvantagens para aqueles que se aventuram em desbravar esse universo, ainda muito novo e desconhecido.


Como falamos no outro post, é bom ficar de olho. Só o tempo dirá se o play-to-earn é, de fato, uma ferramenta revolucionária ou só mais um esquema que não sairá de um nicho muito específico da internet.


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