• Karoline Hoffmann

CRIPTOMOEDAS, GAMES E LIVES FALSAS

Quinta-feira 11 de junho, feriado aqui no Brasil e depois de um dia de #trabalho intenso tivemos a oportunidade de acompanhar pelo #youtube a #live de lançamento do #playstation5





Assistimos através de um canal do YouTube, com tradução simultânea, a Live, aproveitando as imagens e o impacto ao conhecer a nova versão (ainda curiosos sobre o valor) do novo Playstation5.


No entanto, alguns não tiveram tal privilégio e ao achar que estavam tendo, ainda caíram em um golpe.


Um canal que já existia há algum tempo chamado “PlayStation Live” (pelo nome possivelmente criado já prevendo o golpe ou tenha sido hackeado justamente pelo seu nome) retransmitiu 10 horas depois o vídeo da Live Oficial. No vídeo exibia uma mensagem de que o canal doaria 5.000 BTC (cinco mil #bitcoins), mas que para concorrer à doação o espectador deveria doar alguns BTCs antes:


“Para participar, basta enviar 0,1 BTC a 20 BTC ao endereço de contribuição e enviaremos imediatamente de volta 0,2 BTC a 40 BTC para o endereço de onde você enviou”

O vídeo falso ficou no ar por duas horas, reuniu 100mil espectadores e estima-se ter arrecadado 1,4BTC.


Nesse episódio foi atraído um público familiarizado com #tecnologia e que, mesmo assim, foi induzido em erro, afinal reuniu em uma única oportunidade três das maiores febres do momento, #criptomoedas, #games e #live.


Mas não é só dessa forma que esses golpes com desvio de arrecadação acontecem.

Pode acontecer de duas formas:


1. O criminoso retransmite em tempo real em outra plataforma a mesma LIVE e posiciona na tela estrategicamente um QR Code. Normalmente as Lives que estão acontecendo tem arrecadado fundos para apoio de alguma causa afetada com o COVID-19. No entanto, nessas “Falsas Lives”, o QR Code que consta direciona a doação direto para o bolso do criminoso, ou seja, sua boa ação vai para a causa errada.


ou


2. O criminoso transmite como se fosse ao vivo um vídeo gravado e da mesma forma encontra maneiras de direcionar doações ou prometer prêmios solicitando pequenas doações com a desculpa de ser a forma dele obter os dados para conseguir os prêmios.


Como se prevenir?


Desconfiando!


É certo que mais uma vez os bons podem pagar pelos ruins, tendo em vista que muita gente pode deixar de fazer doações por não ter certeza se aquela #live é a original ou a falsificada.

Desconfie também quando pedem algum valor em troca de algum outro valor ou bem mais valioso.


Lives que são produzidas com conteúdo que atrai um público de milhares e milhões de pessoas são as mais visadas para esse tipo de golpe. Não só a #live do #playstation5 foi utilizada para este golpe. A Live sobre os bastidores da Missão SpaceX de Elon Musk (CEO da Tesla) também foi retransmitida com um QR Code na qual informava que o empresário milionário doaria 5.000BTCS, mas antes o espectador deveria enviar 0,1 a 20 BTCS.

A exemplo de lives transmitidas aqui do Brasil mesmo o alvo são as Sertanejas, as quais arrecadam fundos para causas em crise com a COVID-19.


Quanto a responsabilidade do #youtube o Procon-SP chegou a questionar qual seria a atitude tomada para proteger os consumidores que acabam fazendo caridade aos criminosos. A Google Brasil, responsável pelo YouTube, limitou-se a responder que o consumidor é devidamente informado sobre parâmetros de verificação de autenticidade, mas não diz quais são nem como (ou seja, não há orientação, será que rola um certa raiva por não estarem levando uma beira nas lives?).


Por isso, a questão é ter um pé atrás com esses pedidos de #doação em #lives e ir atrás dos canais oficiais de quem faz as lives, uma dica é buscar na rede social do anfitrião da live o link para acesso da mesma. Mas ressalto que ainda assim é uma dica que pode ser vulnerável, pois há ocorrências de sequestro de canal. Sim, é quase /um se correr o bicho pega e se ficar o bicho come.


#porummundocommenosfraudes

Palavras-chave: Criptomoedas, Lives,



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